Agente de saúde percebe que idosa parou de ir a consultas, vai até a casa dela e descobre situação de maus-tratos, no PR
29/08/2025
(Foto: Reprodução) Guarda Municipal afirma que idosa estava sem apoio familiar e em condições de higiene e alimentação precárias
Guarda Civil Municipal
Uma situação de maus-tratos foi descoberta na tarde desta quinta-feira (28) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, após uma agente de saúde perceber que uma idosa parou de comparecer a consultas e ir até a casa dela, acompanhada de uma médica da unidade de saúde.
"Elas se depararam com a idosa em situação de total abandono e vulnerabilidade, sem apoio familiar e em condições de higiene e alimentação precárias", relata a Guarda Civil Municipal (GCM), que foi acionada pelas profissionais.
A corporação afirma que, enquanto a equipe estava no local, a sobrinha da idosa foi até lá e se apresentou como a responsável pelos cuidados da tia. Ela foi presa em flagrante.
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A situação aconteceu no Bairro Colônia Dona Luiza.
De acordo com as profissionais de saúde, a idosa tem 64 anos e fazia acompanhamento psiquiátrico na unidade de saúde do bairro.
No entanto, ela parou de ir a consultas e pegar medicamentos em dezembro de 2024. Por isso, a agente de saúde e a médica decidiram ir até a casa dela para verificar o que aconteceu.
"No local, compareceu uma cidadã que se identificou como sendo a sobrinha da senhora. Em conversa com a equipe, ela relatou que é responsável pelos cuidados com a tia e que vai todos os dias até a sua residência para medicá-la e levar alimentação. Já em conversa com uma vizinha da vítima, ela relatou que, na verdade, a sobrinha não vai diariamente até a casa de sua tia, indo no máximo duas vezes por semana, e que, de forma voluntária, fornece alimentação para a senhora e que nunca recebeu ajuda financeira para isso", aponta a GCM.
A Guarda Municipal afirma que, devido "às condições insalubres em que se encontrava a idosa", foi solicitado apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que a levou até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica.
Os nomes das envolvidas não foram revelados, e o g1 tenta identificar a defesa da mulher detida.
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